quinta-feira, 21 de maio de 2026

Coluna de baixistas - O estilo de Jeff Berlin - Parte 3

Olá, pessoal!

Nesta semana, temos no site a terceira parte da matéria sobre o estilo musical de Jeff Berlin. Nela, demonstramos diversos exemplos de linhas criadas pelo baixista e nas quais analisamos a parte harmônica, melódica e rítmica do estilo do músico.

Nessa coluna, damos sequência à matéria sobre Jeff Berlin com pequenos trechos extraídos de exercícios.

Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

Para conferir alguns dos trabalhos e artigos que publiquei, acessem o link:
http://www.femtavares.com.br/p/midiaimpressa-fernandotavares-sempre.html

Para obter mais informações, entrem em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com.


Jeff Berlin

Nascido em 17 de janeiro de 1953, em Long Island, Nova York, Jeff Berlin é amplamente reconhecido como um dos maiores virtuoses do contrabaixo elétrico e uma das figuras centrais do jazz-rock/fusion. Dono de uma técnica notável, Berlin destaca-se pelo profundo domínio de harmonia e improvisação, além de ter explorado, especialmente no início de sua trajetória, recursos como o slap e a técnica de two hands.

Blues em Bb

Five G

Técnica

In Search of the Lost Chord Tone

Mother Load



Para obter mais informações, entrem em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com.

Redes sociais:

Facebook: https://www.facebook.com/femtavares
Instagram: https://www.instagram.com/femtavaresbaixo

Bons estudos e até a próxima coluna!

Fernando Tavares utiliza cordas Giannini e cabos Datalink.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Transcrição - Apostrophe' Trio - Ilusões

 

Olá pessoal!

Em 2017, lancei um CD com o Apostrophe' Trio e disponibilizarei as transcrições aqui neste site ao longo deste ano.

Nesta semana, temos a transcrição da música Ilusões.

É possível ouvir o álbum no Spotify, no YouTube ou em outras plataformas de streaming.

Youtube:



Ilusões


Página 01


Página 02


Página 03



Apostrophe' Trio: Ilusões

Música por Fernando Tavares

Performance:
Fernando Tavares: Contrabaixo
Lucas Barbosa Fragiacomo: Guitarra
Thiago Sonho: Bateria

Gravado, mixado e masterizado por Armando Leite no Estúdio Tecnoarte!
Produzido por Fernando Tavares

Abraços e até a próxima coluna!

quinta-feira, 14 de maio de 2026

EP - Apostrophe' Duo -Smoking Pipe

 

Olá, pessoal!

Em 2023, lançamos o novo EP do Apostrophe' em formato duo, chamado Smoking Pipe.

Ele está disponível em todas as plataformas de streaming. Alguns links para escutar o álbum são:

Spotify: https://open.spotify.com/album/0b1dKsSAhvrP6YoetxXXdV?si=Tqj_N4iuRJ62Kbupse_jVg

Deezer: https://deezer.page.link/NiiSzyV6Qp6pZZLcA

Apple: https://music.apple.com/us/album/apostrophe-duo-ep/1677683263

Youtube:

O EP "Smoking Pipe", do Apostrophe' Duo, é o segundo trabalho do projeto Apostrophe'. 

Desta vez o contrabaixista Fernando Tavares e o guitarrista Lucas Fragiacomo se reuniram para gravar um EP com quatro músicas, sendo três inéditas e uma regravação da faixa Apostrophe' em formato jazz.

Esse álbum foi composto no primeiro semestre de 2022 e registrado no início de 2023. 

As gravações possuem um clima ao vivo, pois o Duo procurou manter a sonoridade que conseguiu extrair nos ensaios. O álbum foi gravado no Insound Estúdio e é o primeiro a sair pela Insound Produtora, e contou com a produção de Clayton Souza. Mais sobre a produtora no link https://insoundprodutora.com/.

A capa foi criada pelo artista Pedro Terra, que utilizou um quadro do artista plástico Gilberto "Giba" Tavares como fonte principal.

O designer e o logo da banda foram feitos por Rommel Lima.


As faixas são:

1 - Smoking Pipe - Fernando Tavares / Lucas Fragiacomo

2 - Apostrophe - Fernando Tavares / Lucas Fragiacomo

3 - Sons da Mente III - Lucas Fragiacomo

4 - Ventos da Liberdade II - Fernando Tavares / Lucas Fragiacomo


O álbum está em todas as plataformas de streaming.


segunda-feira, 11 de maio de 2026

Transcrição do mês - Tim Maia - Lábio de Mel com Jamil Joanes no baixo

 
Olá, pessoal!

Nesta semana, apresento uma transcrição com texto explicativo no site. Para esta coluna, escolhemos uma música de Tim Maia, com Jamil Joanes no contrabaixo.

Nesta coluna, abordaremos aspectos importantes da construção de grooves no contexto da música brasileira, com ênfase no swing, na articulação e no desenvolvimento de variações a partir de estruturas harmônicas recorrentes. Este material foi originalmente publicado na revista Bass Player Brasil (v. 15, p. 74–78, 03 dez. 2012).

O vídeo com a explicação está no canal de Bass Player Brasil.



Lançado no segundo semestre de 1979 pela gravadora EMI-Odeon, Reencontro é o décimo primeiro álbum de estúdio de Tim Maia e marca seu retorno ao circuito fonográfico após o período vinculado à Cultura Racional. O disco se inicia com “Boogie Esperto”, parceria com Hyldon, evidenciando uma sonoridade fortemente orientada ao funk, com presença marcante de metais e linhas de baixo em destaque. A produção do álbum é assinada pelo próprio Tim Maia, com arranjos e regência de Lincoln Olivetti, configurando um padrão estético caracterizado pela densidade tímbrica e pela sofisticação rítmica.

A banda é composta por músicos de destaque da cena brasileira, incluindo o contrabaixista Jamil Joanes, cuja atuação é central na construção do groove do álbum. A seção rítmica conta ainda com Paulinho Braga (bateria) e Don Chacal (percussão), enquanto os arranjos de metais — com nomes como Paulinho Trompete e Marcio Montarroyos — e a presença de cordas reforçam a complexidade textural das faixas. Nesse contexto, o álbum consolida uma síntese entre soul, funk e música popular brasileira, reafirmando o lugar de Tim Maia como um dos principais articuladores dessas linguagens no Brasil.


Biografia — Jamil Joanes

Jamil Joanes (nascido em 12 de março de 1952, em Belo Horizonte) é um dos mais importantes contrabaixistas da música popular brasileira, com atuação destacada a partir da década de 1970.

Integrou grupos fundamentais como a Banda Black Rio e o Som Imaginário, consolidando-se como um dos principais representantes da fusão entre música brasileira e influências do soul e do funk norte-americano. Sua atuação nesses contextos foi decisiva para a construção de uma linguagem de baixo marcada pelo groove, pela síncope e pela interação entre estilos.

Ao longo de sua carreira, participou de gravações e apresentações com importantes nomes da música brasileira, como Tim Maia, Maria Bethânia, João Bosco e Gonzaguinha, além de colaborar internacionalmente com George Duke.

Sua trajetória também inclui trabalhos como compositor e intensa atividade em estúdio e em turnês, sendo reconhecido por sua versatilidade e pela capacidade de articular elementos da música popular brasileira com a tradição da música negra norte-americana.


Esta música foi lançada no álbum Reencontro e tornou-se um dos maiores sucessos de Tim Maia, contando também com a presença do não menos genial Jamil Joanes nos graves.

A introdução, a base da voz e o refrão são construídos sobre os acordes de Emaj9, Bmaj9 e um II–V–I para Ré maior (Em7, A7 e Dmaj7). No pré-refrão, ocorre um II–V–I para Si maior (C#m7, F#7 e Bmaj7) e, em seguida, o mesmo II–V sem resolução no primeiro grau, conduzindo ao acorde de Dmaj7; na repetição do trecho, essa cadência resolve no acorde de Bmaj7 (I grau do trecho).

A música apresenta caráter fortemente swingado, com diversas variações e uso recorrente de notas abafadas. Sua memorização é relativamente acessível, pois o baixista mantém um princípio construtivo recorrente nas frases. Na introdução, na base de voz e no refrão, utiliza-se a fundamental, a quinta e a oitava do acorde de Emaj9, antecipando a fundamental do acorde seguinte (Bmaj9) por meio de sua quinta (nota fá sustenido). Cabe observar que esse acorde surge sistematicamente uma colcheia antes do primeiro tempo do segundo compasso, mantendo a nota sustentada até o segundo tempo.

No II–V (Em7 e A7), o baixo trabalha predominantemente com a fundamental de cada acorde. Já sobre Ré maior, há ampliação do campo variacional, com uso recorrente da pentatônica de Ré maior, sendo nesse ponto que se concentram as maiores variações do trecho. A introdução ocorre entre os compassos 1 e 8; a base de voz entre os compassos 9 e 16, 33 e 40 e 57 e 64; e o refrão entre os compassos 25 e 32, 49 e 56 e a partir do compasso 73 até o final.

O pré-refrão situa-se entre os compassos 17 e 24, 41 e 48 e 65 e 72, mantendo essencialmente os mesmos princípios construtivos das seções anteriores.

Esta música constitui um ótimo estudo para baixistas interessados em swing e improvisação na construção de grooves. Embora não apresente grande densidade teórica na elaboração de Jamil Joanes, trata-se de uma linha que exige atenção à articulação, ao timbre e ao feeling característicos da gravação.


Página 1


Página 2

Página 3

Página 4
Página 5


Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

Para conferir alguns dos trabalhos e artigos que publiquei, acessem o link:

Para obter mais informações, entrem em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com.

Redes sociais:

Bons estudos e até a próxima coluna!

Fernando Tavares utiliza cordas Giannini e cabos Datalink.

#estudosepesquisasfemtavares #fernandotavaresbaixo #femtavaresbaixo #contrabaixo #contrabajo #bassguitar #baixista #bajista #bassplayer #medusatrio #apostrophetrio #escutenossocabo #cabosdatalink #giannini_brasil #giannini_strings #usp #lamus #mkkbasssession #mkkwebradio #harmonia #música #pesquisa #estudo